quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Motivando vidas! Criando idéias
A colher de cabo comprido
Conta uma lenda que Deus convidou um homem para conhecer o céu e o inferno.
Foram primeiro ao inferno.
Ao abrirem uma porta, o homem viu uma sala em cujo centro havia um caldeirão de substanciosa sopa e à sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas.
Cada uma delas segurava uma colher, porém de cabo muito comprido, que lhes possibilitava aalcançar o caldeirão mas não permitia que colocassem a sopa na própria boca.
O sofrimento era grande.
Em seguida, deus levou o homem para conhecer o céu.
Entraram em uma sala idêntica à primeira: havia o mesmo caldeirão, as pessoas em volta e as colheres de cabo comprido.
A diferença é que todos estavam saciados.
Não havia fome, nem sofrimento.
Eu não compreendo, disse o homem a Deus, por que aqui as pessoas estão felizes enquanto na outra sala morrem de aflição, se é tudo igual?
Deus sorriu e respondeu:
Você ainda não percebeu?
É porque aqui eles aprenderam a dar comidas uns aos outros.
Temos situações que merecem profunda reflexão:
Egoísmo:
As pessoas no "inferno" estavam altamente preocupadas com a sua própria fome, impedindo que se pensasse em alternativas para equacionar a situação;
Criatividade:
Como todos estavam querendo se safar da situação caótica que se encontravam, não tiveram a iniciativa de buscar alternativas que pudessem resolver o problema;
Equipe:
Se tivesse havido o espírito solidário e ajuda mútua, a situação teria sido rapidamente resolvida.
Dificilmente o individualismo consegue transpor barreiras.
O espírito de equipe é essencial para o alcance do sucesso.
Uma equipe participativa, homogênea, coesa, vale mais do que um batalhão de pessoas com posicionamentos isolados.
Isso vale para qualquer área de sua vida, especialmente a profissional.
| autor desconhecido. |
terça-feira, 27 de setembro de 2011
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
Notícias da Fazenda - Regina buzo conta! “ROTEIRO:JARDIM DOS BEIJA-FLORES”
“ROTEIRO:JARDIM DOS BEIJA-FLORES”
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Material para guia - D. Veridiana!
Dona Veridiana
Av.
Higienópolis, nº18, construído em 1883-1884.
Perguntava o pequeno Cândido
Motta Filho na inauguração da primeira linha de bondes elétricos, em 1900: “Diga,
meu pai, quem é mais rica: D. Veridiana ou a Light?”
Pois D. Veridiana não tinha
carro com rodas de borracha?
Não tinha um palacete no
estilo do Renascimento francês?
Aos domingos não franqueava
seus jardins à vizinhança?
Não fazia leilões das uvas
produzidas em sua chácara para ajudar a Santa Casa?
Não era mãe do prefeito de São
Paulo?
Essa mulher tão poderosa, que deixava o
pequeno menino boquiaberto, era Veridiana Valéria da Silva Prado (1825-1910),
filha do Barão de Iguape. Foi ele o primeiro grande centralizador da família,
que não tinha raízes em bandeirantes ou mamelucos, arranjando casamentos entre
parentes e famílias importantes como os Monteiro de Barros, Pacheco Jordão,
Silva Machado...
Esse papel seria desempenhado depois por
sua filha Veridiana, que promoveria a união de filhos e netos com famílias de
expressão social e econômica.
Ao falecer, em 1875, o Barão deixava uma
das maiores fortunas do estado e uma herdeira que como ele manteria a unidade
do clã, sem deixar de ter destaque na vida social e promover a cultura.
Nascida na capital da província pouco
depois da Independência, ainda pequena Veridiana conheceu a Marquesa de Santos,
que a chamava de “menina mesureira”. Isso não ficou esquecido: quarenta anos
depois, quando um dos filhos de Veridiana se formava na Faculdade de Direito, um
grande baile era organizado no sobrado da Rua da Consolação. A Marquesa,
passando por ali, entusiasmou-se e falou com a dona da casa elogiando a
decoração: “Está tudo tão bom, me faz lembrar o primeiro Império”. Veridiana agradeceu polidamente, mas mesmo assim
não convidou a velha dama para a festa...
Veridiana casou-se aos 13 anos com seu tio
Martinho, meio-irmão de seu pai, quatorze anos mais velho que ela. Dessa forma,
podemos até brincar um pouco, dizendo graças a essa união ela tornou-se:
·Cunhada do pai;
·Nora da avó;
·Neta da sogra;
·Mulher do tio;
·Sobrinha do marido;
·Mãe dos primos;
·Tia dos filhos.
Os casamentos endogâmicos (dentro de um
mesmo grupo familiar) era prática comum entre as famílias paulistas. Os Prado,
assim como os Paes de Barros e Souza Queiroz, casavam-se entre si para
fortalecer laços de sangue e fortuna. Só mesmo no século XIX é que as uniões
exogâmicas começaram a se multiplicar.
Casada, segue o marido para o Engenho Campo
Alto, em Mogi-Mirim, que graças ao empenho de Martinho logo se torna modelo na
região. Ali, aos 15 anos, tem o primeiro filho, Antonio; em 1842, nasce
Veridiana, morrendo seis semanas depois; dois anos depois nasce Martinico; em
1844 tem Ana Brandina (Chuchuta), nascida num rancho à beira da estrada de
Mogi- Mirim, pois não houve tempo de chegar a São Paulo. Em 1846 nasce a
segunda filha com seu nome, mas que morre aos 18 meses. Já morando no sobrado
da rua da Consolação (onde hoje se encontra a Praça Roosevelt), tem os últimos
filhos: Anésia (Nesita - 1850), Antonio Caio (1853) e Eduardo (1860).Ao defender o casamento de sua filha Ana Brandina com o Conde Pereira Pinto, entra em choque com o marido, de quem acaba por separar-se causando escândalo na provinciana cidade. Permanecem ambos na mesma casa, porém em alas separadas até que ela construa o seu palacete, aonde viria a ser o bairro de Higienópolis.
A “Villa Maria”(homenagem a uma afilhada)
seria conhecida ainda por Chácara da D. Veridiana. O palacete ainda está de pé
apesar das reformas, escondido atrás de um denso arvoredo na esquina da Avenida
Higienópolis com rua Dona Veridiana; atualmente abriga a sede do São Paulo
Clube.
O palacete, em estilo
Renascimento francês, teve projeto e materiais vindos da Europa, estando sua
construção ao cargo de Luis Liberal Pinto. Em 1885 Veridiana se muda para a
casa, que realmente destoava de tudo o que se via na cidade: inúmeros são os
depoimentos daqueles que a visitavam, como a princesa Isabel, em novembro de
1884: “A propriedade de D. Veridiana,
lindíssima; casa à francesa, exterior e interior muitíssimo bonitos, de muito
bom gosto.(...) Os jardins tem gramados dignos da Inglaterra, a casa domina
tudo, há um lagozinho (sic), plantações de rosas e cravos, lindos. Vim de lá
encantada”.
Além do relato embevecido da princesa, seu
retrato e de seu pai no salão principal não deixavam dúvidas quanto ao
prestígio e respeito existentes entre D. Veridiana e a Família Imperial. Em
1887, quando de sua última visita a São Paulo, D. Pedro II foi recepcionado no
palacete. D. Veridiana dispôs seus netos em duas alas para que jogassem pétalas
de rosas sobre o imperador. Um deles, porém, juntou um bolo de pétalas e
atingiu em cheio o rosto do monarca; o peralta era um dos filhos de Martinico
Prado, combativo jornalista republicano.
O salão de D. Veridiana também foi um dos
mais importantes palcos de reuniões intelectuais da história paulista. Os
cientistas Orville Derby e Loefgreen, os médicos Domingos José Nogueira
Jaguaribe, Luis Pereira Barreto, Cesário Motta Junior e Diogo de Faria, além de
Capistrano de Abreu, Ramalho Ortigão, Graça Aranha, Joaquim Nabuco. Eça de
Queiroz encantou-se com a mãe do amigo Eduardo, e lamentou o fato de não ter
privado mais de seu convívio.
Ao separar-se do marido e assumir o
controle da família Veridiana escandaliza a sociedade, tendo mesmo recebido
ameaças através de cartas anônimas. Reza a crônica familiar que foi ela também
a primeira mulher da elite a sair sozinha para as compras, acompanhada apenas
do cocheiro. Foi também uma das animadoras da introdução de novas espécies de
uva, como a Niágara, cultivadas em sua chácara por Francisco Marengo, que
depois deixaria seu nome ligado à história do Tatuapé.
Dentre tantas histórias sobre essa grande
dama paulista, uma merece registro: foi quando esteve em Paris, no apartamento
de seu filho Eduardo, em plena Rue de Rivoli. Depois de percorrer todos os
aposentos daquele que seria um dos mais importantes pontos de encontro da
sociedade de fins do século XIX, ela deve ter escandalizado o circunspecto
mordomo ao dizer estas palavras: “Está tudo muito bom, muito bonito. Só é
pena não ter um galinheiro”.
Discreta, vestia-se com roupas escuras e
não aceitava o tratamento de Madame, tão em voga na época. Inovou em seu
testamento provendo generosamente mulheres da família ou agregadas, contanto
que usassem o dinheiro em proveito próprio, sem deixá-lo nas mãos dos maridos.
Isso a torna uma das primeiras feministas da nossa história. Deixou ainda um
pedido de desculpas a todos aqueles que possa ter ofendido ou escandalizado e o
pedido de um enterro de segunda classe.
Foi enterrada no Cemitério da Consolação,
e a rua que liga o Largo Santa Cecília à avenida Higienópolis recebeu o nome de
Dona Veridiana, consagrando o que já era costume da população.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Material para guias! Campos de Jordão
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A região da atual Campos do Jordão teve uma marcante presença indígena, eram
índios Puris, Caetés, Guarulhos e Cataguás, que deixaram suas marcas na cultura
e principalmente nos nomes de diversos locais como a própria Serra da
Mantiqueira, as Vilas Capivari e Jaguaribe, os rios Sapucaí e Canhambora, dentre
outros tantos. Outra presença a se destacar foi a dos escravos que procuraram
refúgio em locais como a Gruta dos Crioulos, quando fugiam da perseguição de
feitores.
Os primeiros desbravadores da região foram Gaspar Vaz da Cunha, em
busca de ouro, seguiu-o Ignácio Caetano Vieira de Carvalho, que buscava o
paraíso no alto da serra que avistava ao longe e lá fundaria a Fazenda Bom
Sucesso, chamada pelos populares de Campos do Ignácio ou Campos da Mantiqueira.
Após a morte de Ignácio, as terras foram adquiridas pelo Brigadeiro Manoel
Rodrigues Jordão, que pela proximidade das festas natalinas denominou-a Fazenda
Natal, popularmente conhecida como Campos do Jordão.
Brigadeiro deixou aos herdeiros muitas terras e privilegiando as de maior
valor as de Campos foram abandonadas ou vendidas em pedaços, um dos muitos
compradores, Matheus da Costa Pinto, vinha em busca dos benefícios do clima para
a saúde, já conhecidos e decantados por visitantes ilustres como o Conde d'Eu e
Visconde do Rio Branco. Matheus montou uma pensão para os "respirantes", que
buscavam tratamento para as doenças do pulmão, instalou um pequeno comércio,
ergueu uma capela ao protetor São Matheus e montou uma escola. Sua aquisição em
29 de Abril de 1874 foi depois considerada a data de fundação de Campos do
Jordão.
Em 1911 os médicos Emílio Ribas e Victor Godinho iniciaram a construção da
estrada de ferro ligando Pindamonhangaba a Campos do Jordão para facilitar o
transporte, pois pretendiam instalar ali uma Vila Sanitária. Inaugurada em 1914
a Estrada de Ferro Campos do Jordão sofreu com os efeitos da Primeira Guerra
Mundial e foi encampada pelo Governo de São Paulo.
Em 1922 as terras de Emílio Ribas e Victor Godinho são adquiridas pelo
embaixador José Carlos de Macedo Soares, proprietário já, desde 1921, da Fazenda
Santa Mathilde, de 980 hectares . Nessa época o embaixador passa a integrar a
Liga Beneficente de Campos do Jordão. Em projeto arrojado de loteamento, o
embaixador funda a Vila Capivari e paralelamente doa terras para a construção de
vários sanatórios: Divina Providência, São Paulo, Preventório Santa Clara, Santa
Cruz, Sanatórinhos, Santos, São Francisco Xavier, Nossa Senhora das Mercês e
Sanatório São Cristóvão* . Doou também lotes para a construção
de casas aos operários. As doações eram sempre condicionadas às construções
pretendidas.
O embaixador Macedo Soares é a personalidade responsável pela cura de
milhares de brasileiros.
E se Macedo Soares se destaca na história da Estação de cura das doenças
pulmonares, Adhemar de Barros foi quem a partir de 1938 proporcionou o
desenvolvimento turístico de Campos do Jordão. São obras de Adhemar de Barros o
Palácio Boa Vista, o Grande Hotel, o Parque Estadual.
Com uma área de 289,50 quilômetros quadrados e população de aproximados
45.000 habitantes, o emancipado município de Campos do Jordão datado de 1934,
está ligado à região administrativa de São José dos Campos e localiza-se a 181
km da capital São Paulo. Sua principal via de acesso é a rodovia Floriano
Rodrigues Pinheiro - SP-123, que tem início no km 310 da rodovia Presidente
Dutra, onde termina a rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto que sai de São Paulo.
A estância turística de Campos do Jordão atrai centenas de milhares de
turistas todos os anos e desde 1970, no mês de Julho, é realizado o Festival de
Inverno, evento artístico cultural que privilegia a música erudita e que é o
maior evento no gênero no Brasil.
Fonte: Conto, canto e encanto com a minha história... Campos do Jordão - Onde sempre é estação - Pedro Paulo Filho - 2003 |
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